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De que maneira o passado contribui para a compreensão do presente?

Pratique para a prova da FUVEST com esse tema selecionado anteriormente e prepare-se para o grande dia.

De que maneira o passado contribui para a compreensão do presente?

Escrito por Prof. Raquel de Lima

Atualizado em 3 de Dezembro de 2024

Considerando os textos de apoio abaixo e também outras informações que julgar pertinente, escreva uma dissertação em prosa na qual você exponha seu ponto de vista sobre o tema: de que maneira o passado contribui para a compreensão do presente? Lembre-se que sua redação deve ser redigida com letra legível de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa, com no mínimo 20 e no máximo 30 linhas. Dê um título ao seu texto.

TEXTO 1:

O progresso, longe de consistir em mudança, depende da capacidade de retenção. Quando a mudança é absoluta, não permanece coisa alguma a ser melhorada e nenhuma direção é estabelecida para um possível aperfeiçoamento; e quando a experiência não é retida, a infância é perpétua.

Disponível em: George Santayana, A vida da razão, 1905, Vol. I, Cap. XII (adaptado).

TEXTO 2:

O Historiador
Veio para ressuscitar o tempo
e escalpelar os mortos,
as condecorações, as liturgias, as espadas,
o espectro das fazendas submergidas,
o muro de pedra entre membros da família,
o ardido queixume das solteironas,
os negócios de trapaça, as ilusões jamais confirmadas
nem desfeitas.
Veio para contar
o que não faz jus a ser glorificado
e se deposita, grânulo,
no poço vazio da memória.
É importuno,
sabe-se importuno e insiste,
rancoroso, fiel.

Disponível em: Carlos Drummond de Andrade, A paixão medida, 1981

TEXTO 3:

Disponível em: Flávio Cerqueira, Amnésia, 2015

TEXTO 4:

Essa escultura de um garoto negro foi esculpida no tamanho real de uma criança, com seus cabelos crespos, seu nariz largo, sua boca marcada. A criança segura uma lata por sobre sua cabeça, de onde escorre uma tinta branca sobre seu corpo feito de bronze.

Disponível em: Nexo Jornal, 13/07/2018

TEXTO 5:

A minha vontade, com a raiva que todos estamos sentindo, é deixar aquela ruína [o Museu Nacional depois do incêndio] como memento mori, como memória dos mortos, das coisas mortas, dos povos mortos, dos arquivos mortos, destruídos nesse incêndio. Eu não construiria nada naquele lugar. E, sobretudo, não tentaria esconder, apagar esse evento, fingindo que nada aconteceu e tentando colocar ali um prédio moderno, um museu digital, um museu da Internet – não duvido nada que surjam com essa ideia. Gostaria que aquilo permanecesse em cinzas, em ruínas, apenas com a fachada de pé, para que todos vissem e se lembrassem. Um memorial

Disponível em: Eduardo Viveiros de Castro, Público.pt, 04/09/2018

TEXTO 6:

Articular historicamente o passado não significa conhecê-lo ‘como ele de fato foi’. Significa apropriar-se de uma reminiscência, tal como ela relampeja no momento de um perigo.

Disponível em: Walter Benjamin, Sobre o conceito de história,1940.

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