O altruísmo e o pensamento a longo prazo ainda têm lugar no mundo?
Pratique para a prova da FUVEST com esse tema selecionado anteriormente e prepare-se para o grande dia.

Escrito por Prof. Raquel de Lima
Atualizado em 3 de Dezembro de 2024Considerando os textos de apoio abaixo e também outras informações que julgar pertinente, escreva uma dissertação em prosa na qual você exponha seu ponto de vista sobre o tema: o altruísmo e o pensamento a longo prazo ainda têm lugar no mundo? Lembre-se que sua redação deve ser redigida com letra legível de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa, com no mínimo 20 e no máximo 30 linhas. Dê um título ao seu texto.
TEXTO 1:

TEXTO 2:
Um grandioso e raro espetáculo da natureza está em cena no Rio de Janeiro. Trata-se da floração de palmeiras Corypha umbraculifera, ou palma talipot, no Aterro do Flamengo. Trazidas do Sri Lanka pelo paisagista Roberto Burle Marx, elas florescem uma única vez na vida, cerca de cinquenta anos depois de plantadas. Em seguida, iniciam um longo processo de morte, período em que produzem cerca de uma tonelada de sementes.
Disponível em:
TEXTO 3:
Quando Roberto Burle Marx plantou a palma talipot, um visitante teria comentado: “Como elas levam tanto tempo para florir, o senhor não estará mais aqui para ver”. O paisagista, então com mais de 50 anos, teria dito: “Assim como alguém plantou para que eu pudesse ver, estou plantando para que outros também possam contemplar”.
Disponível em: Paisagem Escrita. nº 131, 10/11/2009. (adaptado).
TEXTO 4:
Onde não há pensamento a longo prazo, dificilmente pode haver um senso de destino compartilhado, um sentimento de irmandade, um impulso de cerrar fileiras, ficar ombro a ombro ou marchar no mesmo passo. A solidariedade tem pouca chance de brotar e fincar raízes. Os relacionamentos destacam-se sobretudo pela fragilidade e pela superficialidade.
Disponível em: Z. Bauman. Vidas desperdiçadas. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2005. (adaptado).
TEXTO 5:
A cultura do sacrifício está morta. Deixamos de nos reconhecer na obrigação de viver em nome de qualquer coisa que não nós mesmos.
Disponível em: G. Lipovetsky, cit. por Z. Bauman, em A arte da vida. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2009
Como mostram os textos 1 e 2, a imagem de abnegação fornecida pela palma talipot, que, de certo modo, “sacrifica” a própria vida para criar novas vidas, é reforçada pelo altruísmo* de Roberto Burle Marx, que a plantou, não para seu próprio proveito, mas para o dos outros. Em contraposição, o mundo atual teria escolhido o caminho oposto.
*Altruísmo = s.m. Tendência ou inclinação de natureza instintiva que incita o ser humano à preocupação com o outro. Dicionário Houaiss da língua portuguesa, 2009.
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