O problema do analfabetismo funcional no Brasil

Analfabetos funcionais são aqueles que reconhecem letras e números, mas não entendem textos simples ou conseguem fazer contas matemáticas. Infelizmente, ainda é alto o número de brasileiros nessa condição.

A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija um texto dissertativo-argumentativo em modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema “O problema do analfabetismo funcional no Brasil”, apresentando proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista. Não se esqueça: seu texto deve ter mais de 7 (sete) linhas e, no máximo, 30 linhas.

TEXTO 1

Disponível em: http://clubes.obmep.org.br/blog/problema-para-ajudar-na-escola-analfabetos-no-mundo/

TEXTO 2

Definida como a incapacidade que uma pessoa demonstra ao não compreender textos simples, muitos brasileiros, mesmo se achando “capacitados” por possuírem um diploma de determinado nível de escolaridade, só conseguem decodificar, minimamente, letras, frases isoladas, algumas sentenças e textos curtos, demonstrando uma absoluta dificuldade de interpretação de textos. Segundo matéria exibida ontem, 10 de novembro de 2016, no Jornal da Record, o percentual desfavorável ao nível de alfabetização do brasileiro é alarmante. Quase metade da população brasileira entre 15 e 64 anos sabe ler e escrever, mas tem imensa dificuldade de interpretar textos, bem como organizar as ideias no papel na argumentação sobre uma tese a se defender. [...] No Brasil, menos de 70% daqueles que possuem diploma de nível superior conseguem ser proficientes na leitura e escrita, ou seja, demonstrar habilidade e competência na leitura e na produção de textos. E Somente 8 em cada 100 pessoas têm um perfeito domínio da leitura e produção de qualquer tipo de texto.

Disponível em: https://administradores.com.br/artigos/analfabetismo-funcional-no-brasil (adaptado).

TEXTO 3

Disponível em: https://www.nexojornal.com.br/grafico/2016/11/21/A-evolução-do-analfabetismo-funcional-no-Brasil

TEXTO 4

Brasil tem cerca de 38 milhões de analfabetos funcionais

Três em cada dez jovens e adultos de 15 a 64 anos no País - cerca de 38 milhões de pessoas - são considerados analfabetos funcionais. Esse grupo tem muita dificuldade de entender e se expressar por meio de letras e números em situações cotidianas, como fazer contas de uma pequena compra, identificar as principais informações em um cartaz de vacinação ou calcular o custo de uma conta. Há dez anos, a taxa de brasileiros nessa situação está estagnada, como mostra o Indicador do Alfabetismo Funcional (Inaf).

O estudo, feito pelo Ibope Inteligência, é desenvolvido pela ONG Ação Educativa e pelo Instituto Paulo Montenegro. Segundo o indicador, 29% dos brasileiros são considerados analfabetos funcionais. Deste total, 8% são analfabetos absolutos (aqueles que não conseguem ler palavras e frases). Outros 21% estão no nível considerado rudimentar (não localizam informações em um calendário, por exemplo).

Em 2009, 27% dos brasileiros eram considerados analfabetos funcionais - o índice se repetiu em 2011 e 2015, os outros anos em que o Inaf foi divulgado. Apesar do pequeno aumento, estatisticamente esse movimento é considerado de estabilidade, segundo os coordenadores do estudo, uma vez que a margem de erro da pesquisa é de 2 pontos porcentuais.

Diferentemente de outras pesquisas que medem o analfabetismo na população, o indicador faz entrevistas domiciliares e aplica um teste específico, com questões que envolvem a leitura e interpretação de textos do cotidiano (bilhetes, notícias, gráficos, mapas, anúncios, etc.) e classifica a habilidade em cinco níveis de proficiência.

A taxa de analfabetismo calculada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por exemplo, mostra estagnação do analfabetismo absoluto no País, com 7% das pessoas (11,5 milhões) acima de 15 anos sem saber ler ou escrever. "O indicador tem como objetivo medir o quanto o brasileiro consegue entender e se fazer entendido dentro de uma sociedade letrada. Infelizmente, estamos estagnados há muitos anos em um patamar muito preocupante", diz Ana Lucia Lima, coordenadora do Inaf.

Sobre os analfabetos absolutos, a variação entre 2015 e este ano é de 4 para 8 - não é possível determinar que houve aumento, segundo os autores, por estar no limite da margem de erro. Mas indica que a curva não é mais de queda nesse grupo. "Estamos vendo uma mudança nessa tendência, o que é coerente com a queda de investimentos que tivemos no País nos últimos anos na alfabetização de adultos", diz Roberto Catelli Júnior, da Ação Educativa.

O Plano Nacional de Educação, de 2014, prevê erradicar o analfabetismo absoluto até 2024.

Disponível em: https://www.correiodopovo.com.br/notícias/ensino/brasil-tem-cerca-de-38-milhões-de-analfabetos-funcionais-1.268788 (adaptado)

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