Redação pronta sobre Racismo
Se o tema da redação do ENEM fosse sobre racismo, quais repertórios e argumentos você usaria? Veja uma redação pronta sobre esse assunto para se inspirar.

Escrito por Prof. Raquel de Lima
Atualizado em 15 de Maio de 2026Mais de 130 anos após a abolição, o racismo ainda estrutura as desigualdades no Brasil — na renda, na educação, na segurança pública. Não é um problema do passado. É do presente.
Por isso, Caminhos para combater o racismo no Brasil é um dos temas com mais chance de cair no ENEM esse ano — e saber escrever bem sobre ele pode fazer toda a diferença na sua nota.
Veja uma redação modelo sobre o tema, compare com a sua e se inspire.
INTRODUÇÃO:
O livro "O Mulato", de Aluísio Azevedo, retrata a luta de Raimundo contra o preconceito em uma sociedade marcada pela discriminação racial. De maneira análoga à ficção, é inegável que o racismo estrutural configura um grave problema social no Brasil, perpetuando desigualdades e violências. Nesse contexto, é imperativo discutir como a ausência de políticas educacionais eficazes e a falta de representatividade contribuem para a manutenção dessa mazela.
DESENVOLVIMENTO
É preciso ressaltar que a escassez de debates públicos e a ineficácia de medidas governamentais colaboram para a perpetuação do racismo na sociedade. A filósofa Sueli Carneiro, em sua obra "Racismo, Xenofobia e Discriminação", pontua que a ausência de um debate sério sobre raça impede o avanço social brasileiro. Diante disso, percebe-se que a omissão de discussões sobre o tema nas esferas de poder contribui diretamente para a normalização de atitudes preconceituosas. Consequentemente, essa inércia estatal e social resulta na manutenção de privilégios históricos e na marginalização de grupos raciais minorizados no país.
Ademais, a ausência de uma educação antirracista efetiva nas escolas impede que as novas gerações compreendam a complexidade do racismo e suas consequências. Nesse sentido, o pensador Paulo Freire, em sua obra "Pedagogia do Oprimido", defende a educação como ferramenta libertadora e transformadora da realidade social. Assim, torna-se evidente que a implementação de currículos que abordem criticamente a história e a cultura afro-brasileira é fundamental para desconstruir preconceitos. Desse modo, a falta de uma educação voltada para o respeito à diversidade racial perpetua ciclos de exclusão e dificulta a construção de uma sociedade verdadeiramente igualitária.
CONCLUSÃO:
Portanto, é crucial que sejam implementadas medidas eficazes para erradicar o racismo em sua totalidade no território nacional. O Ministério da Educação, com o apoio de ONGs especializadas em direitos humanos, deve promover a criação e disseminação de materiais didáticos antirracistas para todas as escolas do país. Isso deve ocorrer por meio de oficinas formativas para professores e da inclusão obrigatória desses conteúdos nos currículos escolares, a fim de conscientizar os alunos desde cedo sobre a importância da igualdade racial. Dessa forma, espera-se que a abordagem contínua e aprofundada do tema no ambiente escolar contribua para a desconstrução de estereótipos e para a formação de cidadãos mais conscientes e respeitosos. Assim, a realidade retratada por Aluísio Azevedo em "O Mulato" será, de fato, superada em nossa sociedade, construindo um futuro mais justo e igualitário para todos.
Confira a correção da redação de acordo com as 5 Competências do Enem:
Competência 1:
O texto demonstra excelente domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa. A estrutura sintática é fluida, complexa e não apresenta falhas que comprometam a leitura. O vocabulário é preciso e adequado ao gênero dissertativo-argumentativo, revelando repertório lexical amplo e boa gestão de concordância, regência e pontuação, o que justifica a pontuação máxima.
Competência 2:
Há plena compreensão do tema e aplicação de repertório sociocultural legítimo, pertinente e produtivo. A utilização de O Mulato, de Aluísio Azevedo, logo na introdução, estabelece uma base sólida para o texto. Além disso, as citações de Sueli Carneiro e Paulo Freire foram bem articuladas à discussão sobre racismo estrutural e educação, demonstrando a capacidade de transpor conhecimentos de outras áreas para a defesa do ponto de vista.
Competência 3:
A organização argumentativa é clara, mas há um ponto de atenção na progressão dos parágrafos de desenvolvimento. No segundo parágrafo, menciona-se a “ausência de debates públicos” e, no terceiro, a “ausência de educação antirracista”. Embora sejam argumentos válidos, eles se aproximam semanticamente, pois ambos se concentram na falta de discussão e conhecimento, o que gera uma sensação de circularidade. Para atingir o nível máximo, seria possível explorar causas distintas, como o legado histórico da escravidão e a negligência do sistema judiciário, conferindo maior densidade à análise das raízes do racismo.
Competência 4:
Embora haja uso de conectivos, a variedade é limitada, o que justifica a nota 120. Observa-se repetição excessiva de operadores como “Nesse sentido”, “Dessa forma”, “Assim” e “Desse modo” para iniciar frases. A articulação entre os parágrafos é correta, mas a coesão interna demanda maior diversidade de conjunções e advérbios para evitar monotonia.
Competência 5:
A proposta de intervenção está completa e muito bem detalhada. Foram apresentados o agente (Ministério da Educação e ONGs), a ação (criação de materiais e alteração curricular), o meio (oficinas formativas e inclusão obrigatória), a finalidade (conscientização e desconstrução de estereótipos) e um excelente detalhamento ao retomar a obra O Mulato no fechamento do texto, conectando a solução ao repertório inicial.
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