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Causas e consequências da dependência em jogos de apostas on-line

Escreva uma redação sobre as Causas e consequências da dependência em jogos de apostas on-line

Causas e consequências da dependência em jogos de apostas on-line

Escrito por Prof. Raquel de Lima

Atualizado em 6 de Outubro de 2026

Com base na leitura dos textos motivadores seguintes e nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo em norma padrão da língua portuguesa sobre o tema “Causas e consequências da dependência em jogos de apostas on-line”, apresentando proposta de ação social que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista. Não se esqueça: seu texto deve ter mais de 7 (sete) linhas e, no máximo, 30 (trinta) linhas.

Texto 1:

'Conheci o jogo por um influencer': jovens lutam contra o vício em apostas

O aumento do número de sites de apostas on-line tem apresentado um efeito colateral: apostadores cada vez mais jovens estão procurando ajuda para tratar a compulsão por jogos.

Grupo J.A. (Jogadores Anônimos) reúne pessoas que contam os problemas ocasionados pelas apostas. O UOL esteve em um encontro virtual, com cerca de 60 participantes de diversas regiões do Brasil, e ouviu histórias de jogadores que perderam contato com familiares, assumiram grandes dívidas e até pensaram em suicídio. "Conheci [o jogo] por um influencer", diz um deles. "Com todos esses influenciadores é difícil manter a distância", comenta outro.

O perfil mais frequente em apostas on-line é jovem e masculino. Segundo o Datafolha, 30% dos jovens de 16 a 24 anos e 25% das pessoas entre 25 e 34 anos relataram já ter feito alguma aposta pela Internet. 15% de toda a população diz ter apostado pelo menos uma vez. A média de gastos do brasileiro com esse tipo de atividade corresponde a 20% do salário mínimo. “Perdi o contato com meu filho por causa disso. Parei de pagar pensão e assumi dívida com agiota, que me cobra até hoje. Me vi numa situação que era melhor me matar e tentei suicídio.” R., 27 anos, em depoimento ao grupo.

R. enviou o filho, de 8 anos, para morar com parentes em outro estado por conta do seu vício. Ele conta que, "quando aceitou que era fraco perante o jogo, tudo mudou" e passou a frequentar o J.A. Diariamente, de duas a três pessoas procuram ajuda do J.A. por vício em jogo — a ludopatia. Segundo o grupo sem fins lucrativos, com a expansão dos sites de apostas on-line, o número de jogadores que enfrentam o vício também cresceu. “Houve uma explosão no número de pessoas com problemas com jogo. Já aconteceu até de menores de idade, de forma isolada, procurarem o grupo”. Grupo J.A. (Jogadores Anônimos).

Disponível em: https://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2024/02/04/vai-sobrecarregar-o-sus-bets-populares-e-perfil-de-viciados-muda.htm (adaptado).

Texto 2:

Como a música brasileira vem abordando os jogos de apostas

O cancioneiro brasileiro tem tradição nesse tipo de assunto, até porque o jogo faz parte do nosso cotidiano pelo menos desde fins do século XIX. Foi nessa época que o Barão de Drummond, como proprietário do antigo Jardim Zoológico do Rio de Janeiro, criou o famoso jogo do bicho, que virou febre no Brasil inteiro.

Uma evidência disso impressa na cultura musical do país é a citação implícita a esse jogo na primeira música de um dos álbuns do cearense Ednardo, O romance do Pavão Mysteriozo, de 1974. Logo nos primeiros versos de “Carneiro”, podemos ouvi-lo cantar: “Amanhã se der o carneiro, o carneiro / Vou-me embora daqui pro Rio de Janeiro”.

Indo do jogo do bicho para a roleta, não haveria como não citar “Pelo telefone”. Lançado em 1917, trata-se do primeiro samba a ser gravado. De autoria de Donga e Mauro de Almeida, a letra mais famosa da canção (que foi gravada inclusive por Martinho da Vila) diz que “[…] na Carioca / Tem uma roleta / Para se jogar”.

Apesar de “Pelo telefone” ter sido lançada há mais de um século, tanto o samba quanto o jogo de roleta permanecem impressos no imaginário popular brasileiro. A título de ilustração, mesmo com todas as possibilidades de entretenimento oferecidas atualmente, o fascínio que a roleta continua exercendo pode ser constatado em plataformas que oferecem muitas opções diferentes dessa modalidade. Quanto ao samba, não é preciso dizer muito. Basta pensarmos na quantidade de artistas que continuam promovendo esse estilo que é mais do que musical, pois em torno dele se formaram maneiras de viver e de ser.

Disponível em: https://www.forquilhinhanoticias.com.br/como-musica-brasileira-vem-abordando-jogos-apostas/ (adaptado).

Texto 3:

As casas de apostas on-line, ou "bets", como são conhecidas, se intensificaram no país e - com isso - também subiu o número de pessoas que procuram ajuda para se livrar da compulsão em apostas. Vício em jogo não é novidade, mas a facilidade da plataforma na palma da mão fez o alcance entre jovens e adolescentes ser maior. “Na pandemia eu vi a propaganda, estava desempregado, achei que ia ganhar dinheiro fácil e… só me ferrei”, conta o homem de 28 anos, que prefere não se identificar. Ele sabe que está viciado em apostas esportivas e cassino on-line. “Já tentei bloquear as contas, já bloqueei meus perfis em casas de apostas. Mas parece que essas casas de apostas saem do bueiro! Você bloqueia a principal, chegam mais três”, conta.

Quando atendeu à reportagem estava acompanhando o jogo entre Internacional e Fluminense, na disputa por uma vaga para a Libertadores. Não dava pra desligar a TV, porque ele precisava acompanhar: tinha feito uma aposta. O rapaz relata que é uma adrenalina que ele sente sempre que ganha, mas que também sente quando perde. Na verdade, é algo que ele não sabe explicar direito. Mas a ciência sabe: é uma espécie de mecanismo de recompensa do cérebro. Um estudo recente mostra que a liberação de dopamina no cérebro parece reforçar a compulsão por jogos, aumentando a excitação e diminuindo o medo de errar. O último levantamento do departamento de psiquiatria da USP aponta que o país tem dois milhões de viciados, quase 1% da população. Só o ambulatório do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas recebe cerca de 150 casos novos por ano.

Disponível em: https://cbn.globoradio.globo.com/media/audio/422171/cada-vez-mais-jovens-procuram-tratamento-para-vici.htm (adaptado).

Texto 4:

Disponível em: https://www.instagram.com/p/DJpB4OouH6o/

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