Perspectiva do comportamento dos brasileiros pós-pandemia

A pandemia do Novo Coronavírus atingiu e ativou alertas em todo o mundo. Preocupações relacionadas com o "e depois" são óbvias, como a questão da saúde mental, trabalho e estudo remoto.

A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija um texto dissertativo-argumentativo em modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema “Perspectiva do comportamento dos brasileiros pós-pandemia”, apresentando proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista. Não se esqueça: seu texto deve ter mais de 7 (sete) linhas e, no máximo, 30 linhas.

TEXTO 1:

Não parece que o mundo onde vamos desembarcar depois da pandemia seja o mesmo do qual saímos. O vírus originado no interior da China abalou o planeta e colocou a população em quarentena. Chegou deixando o futuro para trás, com planos, trabalhos, compromissos e projetos suspensos, além de ter mudado a vida radicalmente.

Enfrentamos uma das maiores crises da história recente da humanidade. São milhares de vítimas, colapso nos sistemas de saúde, uma legião de desempregados, fronteiras fechadas, crianças sem aula, trabalho remoto, economia derretida e indústrias paradas. Enquanto a humanidade espera uma vacina contra a doença, começamos a experimentar um "novo normal" - que de normal parece não ter nada. A pandemia está remodelando a forma como nos relacionamos com o mundo, com os outros e com nós mesmos.

Abriremos espaço para uma tecnologia mais emocional? A educação, enfim, vai se reinventar? Quais são as habilidades que lideranças devem ter? Como a análise de dados pode ajudar? Seremos mais cautelosos no contato? Vamos abraçar de vez a digitalização no trabalho? Saberemos regenerar nossa relação com a natureza?

A crise global vai trazer inúmeros impactos negativos. Além das mortes, corremos o risco de uma recessão generalizada aumentar a desigualdade social e deixar pessoas em vulnerabilidade em situação ainda mais crítica, para citar alguns deles. Mas também podem surgir oportunidades. Pelo olhar dos especialistas, no lugar onde vamos desembarcar, o professor, a ciência e o feminismo são valorizados, buscamos o essencial, as relações são mais empáticas e teremos a chance de criar novas narrativas para o conceito de humanidade. É possível enxergar beleza em meio ao caos.

Ao que parece, a tempestade vai passar. Mas, quando passar, será diferente.

Disponível em: https://www.uol.com.br/ecoa/reportagens-especiais/o-mundo-pos-covid-19-indice-da-serie/#o-mundo-pos-covid-19 (adaptado)

TEXTO 2:

Como será o mundo pós pandemia? Pesquisadora da UnB aposta em novos valores para humanidade

Um mês após a Organização Mundial de Saúde (OMS) declarar a pandemia de Covid-19, os países ainda estão aprendendo a lidar com regras de isolamento social, com o crescimento exponencial de casos do novocoronavírus e os impactos econômicos e sociais da doença.

No Brasil, aulas foram suspensas, comércios estão fechados e as famílias de baixa renda serão atendidas por benefícios emergenciais do governo. Do outro lado, até quem passava longe do status de vulnerabilidade social se viu em busca de alternativas para contornar a crise.

Em meio ao desamparo e aos aprendizados de como lidar com a situação, cientistas sociais fazem análises de como os efeitos da disseminação do vírus afetam a vida em sociedade e apostam em perspectivas futuras de como será o mundo pós-pandemia.

A pedido do G1, a professora da Faculdade de Direito da Universidade de Brasília (UnB), Débora Diniz, de 50 anos, traçou um panorama da humanidade em um futuro próximo. Para a pesquisadora, o momento é de "melancolia e intenso sofrimento", mas com perspectivas positivas e baseadas em valores humanitários, como cuidado e solidariedade.

"O que vai haver depois da pandemia é a emergência de valores como solidariedade, o reconhecimento de que nossos privilégios são 'imerecidos' [...], de que somos interdependentes e que valores privados não podem reger a vida pública."

Disponível em: https://g1.globo.com/df/distrito-federal/noticia/2020/04/13/como-sera-o-mundo-pos-pandemia-pesquisadora-da-unb-debora-diniz-aposta-em-novos-valores-para-humanidade.ghtml (adaptado).

TEXTO 3:

A epidemia oculta: saúde mental na era da Covid-19

Convenhamos: vivemos tempos únicos. Até certo ponto, é esperado sentir-se mal, ansioso, com raiva, insatisfeito ou triste diante de tantos desafios que aparecem na nossa frente. Como mostra um levantamento com 4 693 brasileiros feito pela Área de Inteligência de Mercado do Grupo Abril, em parceria com a MindMiners, não estou sozinho nessa: 54% dos cidadãos estão extremamente preocupados com a situação da Covid-19 (você confere outros números da pesquisa ao longo da
da matéria).

Em um período sem precedentes como este, nada mais justo e sensato do que ouvir o que nos diz a biologia.“Quando estamos diante de uma ameaça à vida, ativamos o mecanismo de luta ou fuga”,resume o psicólogo Felipe Ornell, do Hospital de Clínicas de Porto Alegre. Esse mecanismo, herdado dos nossos mais remotos antepassados, se traduz hoje numa palavra corriqueira: estresse. Há milhares de anos, o homem das cavernas que andava pelas savanas e encontrava
uma fera no caminho tinha que se decidir entre partir para cima ou sair correndo.

E é essa reação que deixa o organismo preparado para agir. Graças a esse sistema veloz e afinado, nossa espécie sobreviveu às adversidades.  O problema é que o inimigo de 2020 não tem rosto, nem dá pra fugir dele: como pode estar em qualquer lugar, representa um perigo permanente, o que dispara o gatilho da tensão a todo instante. “Em paralelo ao coronavírus, vemos surgir uma pandemia de medo e estresse”, interpreta Ornell. Eis o começo de uma dura jornada mental, que pode desembocar em ansiedade, depressão…

Apesar dos constantes avisos de cientistas de que uma pandemia estava por vir, a verdade é que o mundo inteiro foi surpreendido pelo coronavírus: no comecinho de 2020,nenhum presidente, senador ou deputado imaginava que estávamos à beira do caos. E esse despreparo, de certa maneira, contribuiu para bagunçar ainda mais o coreto.

Disponível em: https://saude.abril.com.br/mente-saudavel/a-epidemia-oculta-saude-mental-na-era-da-covid-19/ (adaptado).




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